Crítica: Entre Abelhas

 

Quem é fã de Porta dos Fundos pode se surpreender com o Fábio Porchat que está em cartaz no filme “Entre Abelhas”. O ator deixa o riso e o jeito brincalhão de lado para interpretar um homem que acaba de ser deixado por sua esposa sem saber exatamente o porquê, vive alguns momentos de melancolia e passa por uma situação bastante inusitada: pessoas ao seu redor começam a ficar invisíveis.

O drama faz parte da trama, tornando o filme uma comédia dramática. O personagem de Fábio Porchat, às vezes cansativo ao espectador, traz a parte mais depressiva do filme, porém duas participações fazem com que o longa se torne uma trama mais leve e interessante: Irene Ravache e Luis Lobianco.

A mãe de Bruno (Irene Ravache) é sincera e engraçada, vive em seu próprio mundo, junto com Lobianco, um atendente de restaurante, traz boas e engraçadas passagens, que acabam dando certo ânimo ao longa.

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A atriz Irene Ravache é um dos destaques do filme Entre Abelhas (foto: Divulgação)

Entre Abelhas peca um pouco em sua apresentação, o filme fragmentado faz com que a história de Bruno se torne superficial, o expectador pode não adentrar por completo no universo do personagem, em poucas cenas é possível compreender o que realmente se passa ao redor, ou na cabeça, do personagem.

Para uma primeira incursão em um drama, Fábio Porchat pode considerar sua interpretação extremamente válida de proveitosa. Só de sair de sua zona de conforto, o ator mostra que leva a si e sua carreia a sério. O filme, projeto pessoal dele e do diretor Ian SBF, mostra que estamos vendo apenas o começo de boas, novas e interessantes criações.

 

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Em sua semana de estreia o filme ficou em terceiro lugar na bilheteria nacional (foto: Divulgação)

 CONFIRA O TRAILER DE ENTRE ABELHAS

 

Locais para assistir o filme Entre Abelhas:

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